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Putin junta-se às comemorações da jornada dos prisioneiros políticos na Rússia

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Putin junta-se às comemorações da jornada dos prisioneiros políticos na Rússia

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A Rússia comemora hoje a jornada dos prisioneiros políticos, evocando os mais de 700 mil detidos executados pelo regime de Estaline, “à luz de ideais vazios de sentido”, segundo Vladimir Putin. O presidente russo deslocou-se hoje a Boutovo, à sede da antiga polícia secreta soviética, onde mais de 20 mil prisioneiros foram executados só nos anos 30.

Uma presença até hoje inédita nestas comemorações, num momento em que a Rússia é pressionada pela União Europeia para respeitar os direitos humanos. Em plena campanha para as legislativas de Dezembro, Putin afirmou que, “a memória do passado é importante para poder avançar” e que, “o combate político é também necessário”, mas sublinhou, “sem ser destrutivo”.

Ontem, várias organizações de defesa dos direitos humanos tinham realizado uma comemoração frente à sede dos serviços secretos FSB, para recordar os prisioneiros do regime soviético e alertar para o que chamam de novos prisioneiros políticos, como o magnata russo Mikhail Khodorkovsky, activistas chechenos ou uzbeques.

Foi só em 1956 que o culto à personalidade votado a Josef Estaline deu lugar às primeiras críticas aos crimes políticos de 30 anos de regime.

Durante o período do chamado grande terror, sob o pretexto de purgar o partido comunista dos inimigos do povo, Estaline executou centenas de milhares de opositores enviando milhões para os chamados “gulag”, campos de trabalhos forçados, onde serviram de mão de obra escrava aos grandes projectos públicos do regime.