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Caso Arche de Zoé inflama política em França

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Caso Arche de Zoé inflama política em França

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Os franceses caídos nas malhas da justiça do Chade esperam ajuda proveniente de Paris, enquanto o caso da Arche de Zoé está a agitar os meios políticos em França. De todos os lados surgem críticas ao governo francês por não ter impedido a operação que tentou trazer ilegalmente da região do leste do Chade para França 103 crianças.

Directamente atingida pela situação está a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros. Rama Yade comprometeu-se, esta terça-feira, perante os deputados da Assembleia Nacional, a manter-se vigilante sobre os direitos dos cidadãos franceses acusados em Abéché.

O presidente Sarkozy tenta serenar os ânimos: “Eles não deviam ter feito o que fizeram. Falei ao telephone com o presidente Deby e garanti-lhe que a França condena estas actividades. Vamos tentar chegar a acordos para que ninguém perca a face”, afirmou.

Em causa estão também sete cidadãos espanhóis, pertencentes à tripulação do avião fretado para transportar as crianças, que são perseguidos pela justiça chadiana por cumplicidade. Mas o governo espanhol promete lutar por eles.

O secretário de Estado espanhol dos Negócios Estrangeiros afirma: “neste momento não há provas contra os espanhóis. Enquanto elas não forem apresentadas, o governo considera que são inocientes e pedirá a sua libertação”.

Nos meios diplomáticos teme-se que o Chade utilize este caso para boicotar a força europeia que, conjuntamente com os elementos da ONU, vai garantir a segurança dos refugiados sudaneses do Darfur na fronteira com o Chade, mas o presidente chadiano garante que vai cumprir os compromissos assumidos.