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Madrid recorda atentados de 2004

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Madrid recorda atentados de 2004

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As Imagens da estação ferroviária de Atocha no centro de Madrid correram mundo após o dia 11 de Março de 2004. Uma jornada de terror provocado pela deflagração simultânea de 10 mochilas carregadas com explosivos colocadas em várias carruagens de quatro comboios suburbanos.

Uma operação planeada ao milímetro, que matou centenas de pessoas e feriu milhares. Em Atocha tudo se passou entre as 7.37 e as 7.40 de uma manhã de quinta-feira que ficou marcada por uma situação de caos como há muito não se via na capital espanhola.

Enquanto alguns sobreviventes tentavam socorrer outras vítimas, as primeiras âmbulâncias começaram a chegar ao local. “Era muito difícil passar junto ás pessoas feridas e não poder ajudar todas. Tínhamos de ser organizados. Eu fui a Atocha para avaliar a situação, mas os sobreviventes pediam ajuda, muitos deles apenas com os olhos, porque a maioria não podia fazê-lo de outra maneira”, afirmou Ervigio Corral, um membro dos serviços de emergência de Madrid

Os atentados de 2004 marcaram de diferentes maneiras grande parte da população madrilena. Depois da tragédia multiplicaram-se os gestos de solidariedade com homenagens públicas, anónimas e oficiais

Ángeles Pedraza perdeu uma filha de 25 anos e é apenas uma entre muitas pessoas que continua a sofrer. “Ela estava casada há dois anos, ela e o marido tinham acabado de comprar uma casa e nesse dia partiam para Londres para festejar a compra. tinham passagens de aviao para esse mesmo dia. Queriam viajar porque estavam a planear ter um bebé”, recorda.

Três anos e meio depois, as bombas de Madrid continuam a trazer memórias difíceis a milhares de pessoas que viveram os ataques na pele, mas os danos serão extensíveis a muitas mais.