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Impressões digitais no passaporte causam polémica na Alemanha

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Impressões digitais no passaporte causam polémica na Alemanha

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O passaporte biométrico está a provocar polémica na Alemanha. Desde esta quinta-feira, os cidadãos alemães que renovem o passaporte têm de inserir as impressões digitais. Estas, assim como os restantes dados do cidadão e a fotografia ficam armazenadas num microship, inserido de forma invisível nas páginas do documento.

Trata-se de uma grande vantagem, explica Joachim Kueter, um responsável alemão pela emissão de passaportes: “Até agora, a polícia de fronteiras tinha de verificar que a fotografia do passaporte correspondia à pessoa que o apresentava. Com as impressões digitais, não há qualquer dúvida que o passaporte pertence à pessoa que está a mostrá-lo.”

Os passaportes biométricos alemães de primeira geração não continham as impressões digitais. Este acumular de dados no microship preocupa Bettina Sokol, da agência de protecção da privacidade: “Receio que haja a possibilidade que certos países, menos democráticos do que os nossos, possam fazer uma utilização abusiva destes dados. Não sabemos o que acontece aos dados inseridos no passaporte. Estarão protegidos de eventuais utilizações abusivas?”

A resposta oficial é sim. O microship só pode ser lido em leitores homologado, presentes nos países europeus e nos Estados Unidos. O passaporte biométrico, que em Portugal se chama PEP – Passaporte Electrónico Português – foi criado pela União Europeia para responder às exigências norte-americanas, na luta contra o terrorismo.