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Matérias-primas em máximos históricos

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Matérias-primas em máximos históricos

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Os economistas não se enganam: tudo está mais caro – da gasolina ao pão, passando pelo leite. Os recordes no preço do petróleo estão a ser acompanhados por máximos históricos também nas outras matérias-primas.

Esta sexta-feira, a cotação do barril esteve a aliviar, depois de se ter aproximado, durante a manhã, de novos valores recorde. Para o consumidor, o preço a pagar pelos combustíveis é cada vez mais alto. Muitos pensam agora duas vezes antes de pegar no carro.

A subida de outros produtos básicos está também a complicar a vida. O barril de crude, cotado em Nova Iorque, atingiu quinta-feira um máximo histórico acima dos 96 dólares, um ganho de 40% em apenas poucos meses. O preço do cobre, outra matéria-prima importante, mais que duplicou desde 2005 e é agora superior a 7.700 dólares por tonelada. O alqueire de trigo está a 8,39 euros, também um novo recorde.

Em Guilvinec, um porto piscatório na Bretanha, em França, a faina está cada vez mais difícil. O peixe quase não compensa o custo do gasóleo.

Diz um pescador: “Com os preços actuais, quase não vale a pena ir ao mar. Nos grandes navios, o gasóleo ultrapassa já 30% do volume de negócios”.

A situação originou uma greve dos patrões pescadores, que não querem perder mais dinheiro e exigem que o governo baixe os impostos sobre o combustível.