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Presidente do Paquistão resiste às pressões para pôr fim ao estado de emergência

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Presidente do Paquistão resiste às pressões para pôr fim ao estado de emergência

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O presidente do Paquistão resiste às pressões internacionais, nomeadamente dos Estados Unidos para pôr fim ao estado de emergência. O ambiente é de violência e tensão. Sucedem-se as detenções de opositores e activistas desde que Pervez Musharraf suspendeu a constituição.

A maioria dos líderes da oposição são mantidos em prisão domicilária. Hoje em Multan, no centro do país, a polícia reprimiu uma manifestação de magistrados. Mhusarraf substituiu os membros do Tribunal Supremo, a começar pelo juiz presidente Iftikar Chaudry, acusando-os de interferir com o governo.

O órgão máximo da magistratura preparava-se para anunciar a ilegalidade do seu terceiro mandato, após as eleições de 6 de Outubro. O novo juiz presidente anulou hoje uma ordem judicial que ilegalizava o estado de emergência.

Ontem, num encontro com diplomatas estrangeiros, Musharraf declarou que estava determinado a abandonar o cargo de chefe das Forças Armadas e a tornar-se um presidente civil. Um cenário que depende nas palavras do chefe de estado, da “corecção” dos três pilares, judicial, executivo e parlamentar.

A ex-primeira ministra do Paquistão chegou ontem à noite a Islamabad para encontrar-se com outros líderes políticos. Benazir Bhutto negou os rumores que a dão como próxima chefe do executivo. “Sei que circulam esses rumores porque tenho lido esses relatos de que serei primeira-ministra interina mas posso assegurar-vos de que são falsos”, disse Bhutto.

Após um exílio de oito anos, Bhutto regressou ao país para negociar um acordo de partilha de poder com Musharraf. A ex-chefe de governo paquistanesa incitou a população a exigir o regresso da democracia mas não instou os membros do seu partido a manifestarem-se.