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A capital amanheceu ainda incrédula face ao horror dos acontecimentos de ontem no Sul do país

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A capital amanheceu ainda incrédula face ao horror dos acontecimentos de ontem no Sul do país

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A catedral de Helsínquia esteve repleta esta quinta-feira para homenagear as vítimas do massacre ocorrido no liceu de Tuusula. Uma cerimónia que contou com a presença da presidente finlandesa Tarja Halonen num dia em que as bandeiras estiveram a meia haste para lembrar a tragédia em todos os edifícios públicos da Finlândia.

Segundo concluiu a polícia após as primeiras investigações, o drama desenrolou-se em 20 minutos e o autor do tiroteio efectuou perto de 70 disparos.

Os finlandeses interrogam-se sobre os motivos que terão levado Pekka Eric Auvinen a matar a sangue frio a directora da escola, uma enfermeira e outros seis jovens com idades entre os 25 e os 16 anos. O jovem de 18 anos terá ainda tentado pegar fogo ao edifício onde se encontrava, antes de ter finalmente apontado a pistola de 9 milímetros à cabeça e premido o gatilho pela última vez.

Tudo indica que Auvinen, descrito como um rapaz calmo, aluno acima da média, mas que tomava anti-depressivos, planeou cuidadosamente o massacre. As intenções do jovem ficaram expressas num vídeo publicado através da internet no qual este aparece com uma arma de fogo no liceu de Jukela que acabou por ser o palco da tragédia.

Para além das lágrimas, para trás fica uma carta de despedida à família e um aviso à Finlândia, país habitualmente pacífico mas avesso a rever a lei de porte de arma.