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Aconteceu o que os francófonos belgas não queriam

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Aconteceu o que os francófonos belgas não queriam

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Os partidos flamengos votaram a favor da separação do distrito de Bruxelas Hal-Vilvoorde do resto do país, uma ambição com 40 anos de história. Os membros dos partidos francófonos abandonaram imediatamente a sala, já que foi aprovada também a interdição do direito de voto.

Jean Marie Dedecker, líder do partido nacionalista flamengo, diz que este é um grande dia para a Flandres pois conseguiram impor a maioria flamenga e mostrar que a cisão de Bruxelas Hal-Vilvoorde tem mesmo que acontecer. Mas explica que por agora ainda não se pode festejar, trata-se apenas de uma iniciativa que poderá ter efeitos só daqui a um ano.

Uma iniciativa que para os partidos francófonos tem o significado de uma declaração de guerra pois os seus 120 mil eleitores não podem eleger representantes na Flandres.

Olivier Maingain, líder da Frente Democrática dos Francófonos, afirma que é a primeira vez na história da Bélgica que tal se verifica, houve um voto de uma comunidade linguística, a flamenga, contra outra, a francófona, que está a ser influenciada pelos partidos de extrema-direita.

A crise política, que assume contornos de crise institucional, não há meio de se resolver depois de cinco meses de vazio político.

O acordo para a formação de um governo de coligação falhou por completo.

O líder francófono do Movimento Reformador considera que o voto dos flamengos vai contra a união do país e dos belgas, mina o respeito pelas minorias e o respeito pela vida em comum entre duas comunidades.

Alguns analistas mais pessimistas consideram que este pode ser o princípio do fim da Bélgica.

Para já, o mais provável é que sejam marcadas eleições antecipadas.