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Moscovo ameaça Tbilissi com "resposta apropriada"

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Moscovo ameaça Tbilissi com "resposta apropriada"

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A União Europeia e os Estados Unidos apelam à contenção de “todas as partes” na Geórgia, onde confrontos entre a polícia e opositores ao presidente resultaram na imposição do estado de emergência em Tbilissi durante 48 horas. A situação degenerou em violência entre a polícia e milhares de manifestantes que reclamam pelo sétimo dia consecutivo a demissão de Mikail Saakachvili. O presidente georgiano aponta o dedo a Moscovo que acusa de estar por detrás dos incidentes e avançou com represálias.

A Rússia qualificou como uma “provocação política irresponsável” a decisão da Geórgia de expulsar três diplomatas russos e prometeu uma resposta apropriada. A decisão de decretar o estado de emergência foi explicada pelo primeiro-ministro, Zurab Nogaideli, como uma reacção a “uma tentativa de golpe de Estado”.

O primeiro-ministro acrescentou que o decreto presidencial sobre o estado de emergência, já em vigor, será enviado ao Parlamento no prazo de 48 horas, como prevê a Constituição, e que a medida “será levantada quando a situação
regressar à normalidade”. Ontem, o motim saldou-se em 250 feridos.