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As reformas que incendeiam a França

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As reformas que incendeiam a França

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Um mês e meio depois da forte mobilização contra a reforma dos regimes especiais o conflito volta à rua. Esta terça-feira começou uma greve sem fim determinado nos sectores da energia e Transportes Urbanos. As maiores perturbações devem sentir-se nos transportes, um caos que não parece assustar Nicolas Sarkozy: “Estas reformas foram aprovadas pelos franceses, disse-lhes tudo antes das eleições por isso vou levá-las até ao fim. Nada irá desviar-me desse objectivo, é o melhor serviço que a França pode prestar à Europa”.

Esta tarde o ministro do Trabalho, Xavier Bertrand recebeu uma delegação sindical da CGT que pede mais uma vez uma mesa redonda com governo, sindicatos e patrões das empresas abrangidas pela reforma. Eric Falempin, secretário geral da Force Ouvrière, um dos mais representativos sindicatos do sector lembra que “nos caminhos-de-ferro quando um trabalhador assina um contrato há o compromisso de que partirá aos 50 anos para a reforma, ou aos 55. Tudo isso é posto em causa”.

O governo quer igualar o tempo de cotisação de 37 anos e meio para 40 anos sem respeitar a especificidade e a dureza das profissões, elementos tidos em conta pelo ministro da Saúde em 2003, na altura Xavier Bertrand. Sarkozy reuniu esta tarde com os patrões enquanto na rua se prepara o desfile. Resta saber como vai terminar este braço-de-ferro.