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Estabilidade do governo alemão em perigo com a saída de Müntefering

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Estabilidade do governo alemão em perigo com a saída de Müntefering

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A demissão de Franz Müntefering ameaça acentuar divergências no governo alemão. O número dois do executivo e ministro do Trabalho sai, evocando razões familiares. A mulher sofre de cancro há vários anos. Mas a demissão ocorre num período de tensão. A coligação, composta pelos sociais-democratas e pelos cristãos-democratas, tem cada vez mais dificuldades em superar as divergências internas. A sua demissão pode ser mais um motivo de instabilidade, visto que até agora era um dos pilares da aliança, usando a influência para limitar as críticas à chanceler, o que lhe valeu críticas no seio do SPD.

O partido de Angela Merkel reconhece o seu valor. Ronald Pofalla, secretário-geral da CDU, afirma: “Franz Müntefering foi até hoje um pilar importante do sucesso do trabalho desta coligação. Agora cabe ao partido social-democrata preencher o lugar vazio”.

Segundo o próprio Müntefering e o líder do SPD, Kurt Beck, os sucessores já estão escolhidos. Frank-Walter Steinmeier vai ocupar o posto de vice-chanceler, cargo que acumula com as funções de ministro dos Negócios Estrangeiros.

O ministério do Trabalho e Assuntos Sociais passa para a chefia de Olaf Scholz. Deputado desde 1998, é há cerca de dois anos o líder do grupo parlamentar social-democrata.