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Greve dos maquinistas inicia mês de contestação às políticas do governo francês

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Greve dos maquinistas inicia mês de contestação às políticas do governo francês

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A França prepara-se para um longo braço-de-ferro entre funcionários dos transportes públicos e o governo. Esta noite começa uma greve por tempo indeterminado dos maquinistas da SNCF, aos quais se juntam já amanhã os condutores de autocarro e do metro da região parisiense e dos funcionários do sector da energia.

Para os passageiros começa o pesadelo, pois a participação deverá ser massiva. Segundo as previsões, vão circular só 90 dos 700 TGV e um em cada dez autocarros e composições do metro em Paris.

Eric Falempin, secretário-geral da Federação Força Operária dos maquinistas, lança um aviso ao governo: “Ao recusar negociar, o governo arrisca muita coisa. Arrisca-se a ver reunidos os protestos da totalidade dos funcionários deste país no dia 20 de Novembro, quando a função pública pretende descer também para a rua. Talvez nessa altura, os maquinistas ainda estejam em greve, pois já anunciamos que será uma greve dura e longa”.

A greve, contestada por mais de 50% dos franceses, é contra a reforma do sistema especial de pensões. O governo e Nicolas Sarkozy garantem que é necessário aumentar para 40 o número de anos de contribuições.

Este é e será um mês difícil para o governo.

Os estudantes ameaçam juntar-se à greve dos maquinistas através do bloqueio das estações. Desde ontem que bloqueiam total ou parcialmente 13 das 85 universidades francesas.