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Rússia quer tirar lições da catástrofe ecológica no Estreito de Kertch

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Rússia quer tirar lições da catástrofe ecológica no Estreito de Kertch

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Face à catástrofe ecológica que afecta a costa do Mar Negro e do Mar de Azov, a Rússia decidiu alterar as leis sobre segurança marítma. Moscovo quer ainda saber o que se passou e quem são os responsáveis pela maré negra originada pelo naufrágio de pelo menos cinco navios. O primeiro-ministro russo, Victor Zubkov, visitou esta terça-feira a zona. Esteve no porto de Kavkaz, onde são coordenadas as operações de busca e limpeza, e encontrou-se também com o presidente ucraniano.

Segundo o chefe de governo, a limpeza da costa vai prolongar-se até à próxima semana e irão apurar as responsabilidades dos armadores, acusados pelas autoridades locais de terem ignorado o alerta de tempestade lançado para o fim-de-semana passado no Estreito de Kertch, que liga o Mar Negro ao Mar de Azov.

Há pelo menos três marinheiros mortos e cerca de 20 continuam desaparecidos, com o mau tempo a impedir a retoma das buscas.

Vários navios encalharam ou naufragaram. Um deles um petroleiro de casco simples derramou duas mil toneladas de petroleo e ameaça derramar mais duas mil. Outros navios verteram enxofre e sucata.

Centenas de soldados foram mobilizados para limpar a costa, mas mais de 30 mil aves já morreram.