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Chavez ameaça empresas espanholas na Venezuela em plena crise com Madrid

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Chavez ameaça empresas espanholas na Venezuela em plena crise com Madrid

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Num período de tensão com Espanha após o incidente na cimeira Ibero-americana, o presidente venezuelano ameaça os interesses económicos espanhóis no país. Madrid é um dos maiores investidores estrangeiros na Venezuela e desde que Hugo Chavez chegou ao poder, em 1999, investiu mais de dois mil milhões dólares.

Agora Hugo Chavez exige que o rei Juan Carlos, que o mandou calar, lhe peça desculpas. O presidente venezuelano continua a alimentar a crise, considerando que a atitude do monarca reflecte o colonialismo. Em mais uma polémica declaração afirmou que, na época da colonização, face aos soldados espanhóis, os indígenas da América Latina apenas se calaram porque lhes cortaram a cabeça.

Para alguns analistas políticos, Hugo Chavez está apenas a procurar um alvo externo para manter o apoio dos venezuelanos, antes do referendo de Dezembro sobre o aumento dos seus poderes. Espanha, por seu lado, espera acalmar a tensão. O primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, afirma que “o bom senso diz que é preciso tentar encontrar o caminho perdido e voltar a ter boas relações”.

A crise remonta ao fim-de-semana, quando o rei mandou calar Chavez farto das interrupções ao discurso de Zapatero que tentava defender o seu predecessor, José Maria Aznar, chamado de “fascista” por Chavez.