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Greve paralisa França pela segunda vez no espaço de um mês

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Greve paralisa França pela segunda vez no espaço de um mês

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Pela segunda vez no espaco de um mês, a França paralisa. Os sindicatos protestam de novo contra a reforma dos regimes especiais. Esta noite, uma greve sem fim anunciado arrancou nos sectores da energia e dos transportes públicos. Horas antes, o ministro do Trabalho, Xavier Bertrand, recebeu uma delegação sindical da CGT que propôs uma mesa redonda com o governo, os sindicatos e os patrões das empresas abrangidas pela reforma.

“Não queremos fazer crer aos grevistas que só as direcções das empresas podem negociar os princípios relativos às reformas. Por isso propomos negociações para cada regime especial num quadro tripartido”, afirmou Bernard Thibault.

Alain Olive, secretário geral da União Nacional dos Sindicatos Autónomos apoia a continuação das conversações.

“Se dermos espaço para a negociação, penso que é possível chegar a compromissos em relação a uma questão que é extremamente complicado, o que é mais uma razão para negociar”, disse o representante dos trabalhadores.

O governo francês quer aumentar o tempo de descontos para a segurança social de 37 anos e meio para 40 anos sem respeitar a especificidade e a dureza das profissões, elementos tidos em conta pelo ministro da Saúde em 2003, na altura Xavier Bertrand.

Perante a contestação, o presidente francês permanece firme. Nicolas Sarkozy diz que foi eleito para fazer reformas e que nada o desviará desse objectivo.