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Sindicatos e governo dão primeiro passo para a retoma das negociações em França

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Sindicatos e governo dão primeiro passo para a retoma das negociações em França

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A França avança para negociações sobre a reforma dos regimes especiais das pensões na origem da greve dos transportes públicos. Após encontros entre os sindicatos e o ministro do Trabalho, o Eliseu aceita a abertura de negociações tripartidas em cada uma das empresas onde vigoram regimes especiais. A proposta partiu de um dos principais sindicatos, com os restantes a abrirem também mão de uma negociação global.

O objectivo é evitar o prolongamento da greve, acabar rapidamente com o conflito e sem que ninguém perca a face. Mas o governo continua a dizer que é necessário acabar com uma medida em vigor há décadas, que já não tem razões para existir e é dispendiosa.

Os funcionários que beneficiam dos regimes especiais reformam-se com 37 anos e meio de descontos. O executivo quer passar para 40, como prometeu Nicolas Sarkozy em campanha eleitoral, pois para manter o actual sistema o governo tem de injectar, este ano, cinco mil milhões de euros para equilibrar as contas do fundo de pensões.

Esta manhã começou um dia de pesadelo para os utentes dos transportes públicos. Devido à greve, circulavam apenas entre 5 e 10% dos comboios em todos o país. Em Paris funcionavam 15% dos autocarros, poucas composições do metro e escassos comboios suburbanos.

Às 8h30 da manhã, menos uma hora em Lisboa, registavam-se quase 400 km de filas de trânsito, isto apesar de muitos franceses terem optado por transportes de duas rodas, pela marcha ou mesmo por meter um dia de férias.