Última hora

Última hora

Alemanha paralisada pela dreve dos caminhos-de-ferro

Em leitura:

Alemanha paralisada pela dreve dos caminhos-de-ferro

Tamanho do texto Aa Aa

Os alemães assistem à maior greve nos caminhos-de-ferro da história do país. A paralisação de sessenta e duas horas começou na quarta-feira, com os comboios de mercadorias. Na quinta-feira, pararam os de passageiros. O protesto foi convocado pelo sindicato dos Maquinistas que reivindica um contrato colectivo próprio e aumentos salariais de 30%.

“Entre os maquinistas da Europa Ocidental, os alemães são os que estão em pior posição em matéria de tempo de trabalho, salários e estatuto social”, alega um responsável sindical.

A administração da Deutsche Bahn oferece um aumento de 10%, com a contrapartida de mais oito horas de trabalho por mês, o que para os sindicatos é inaceitável.

Muitos utentes desejam que haja um acordo o mais depressa possível. “Os prejuízos económicos desta greve e a insegurança para os passageiros atingiram uma tal gravidade que é tempo de as pessoas se juntarem à volta da mesa para encontrar um compromisso razoável”, afirmou um utente.

Por cada dia de greve, a indústria alemã perde entre 25 a 50 milhões de euros. Se o protesto continuar as perdas podem atingir os 500 milhões.

Segundo o presidente do sindicato, os filiados estão dispostos a recomeçar a greve a partir do próximo fim-de-semana.