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Greve dos ferroviários paralisa Alemanha

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Greve dos ferroviários paralisa Alemanha

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Para o sindicato alemão dos ferroviários, GDL, trata-se de “uma greve histórica”. Desde ontem que o tráfego ferroviário no país encontra-se seriamente perturbado por uma paralisação que deverá durar até Sábado.

Na base do protesto está a exigência do sindicato de aumentos salariais na ordem dos 30%. As negociações encontram-se bloqueadas desde há 10 dias, quando a companhia Deutsche Bahn fez uma oferta, a quinta desde o início das discussões, para aumentar os salários em 10%.

Um membro do GDL afirma que, “só através do protesto é que os trabalhadores poderão fazer ouvir a sua voz, pois o patronato não cederá voluntariamente às suas exigências”. O sindicato exige antes de mais que a companhia regresse à mesa das negociações. Um apelo ao qual se juntaram hoje vários membros do governo e responsáveis políticos alemães.

Para o porta-voz da Deutsche Bahn, “a greve não tem qualquer sentido, uma vez que poderia ter sido resolvida pela via negocial, o sindicato está a tentar forçar-nos a uma rendição incondicional”. No Leste do país, apenas 10% dos comboios circulavam esta manhã, contra 50% no Oeste. Mais de três mil maquinistas aderiram à greve.

Para um passageiro, trata-se de, “uma situação catastrófica, um punhado de maquinistas que consegue bloquear a circulação ferroviária no país. É uma loucura”. Outra afirma que, “não pode fazer mais do que aceitar a situação com bom humor”.

Os economistas mostram-se preocupados com o evoluir da situação. Para lá dos 5 milhões de passageiros afectados, a greve dos comboios de mercadorias ameaça perturbar a economia do país, com os prejuízos a rondarem 50 milhões de euros diários, segundo alguns economistas.