Última hora

Última hora

Mortes agravam crise política

Em leitura:

Mortes agravam crise política

Tamanho do texto Aa Aa

A situação degrada-se no Paquistão. Esta quinta-feira registaram-se as primeiras mortes desde que foi instaurado o estado de emergência há doze dias. Duas crianças morreram baleadas em Lahore na sequência de confrontos entre a polícia e apoiantes de Benazir Bhutto. Os partidários da ex-primeira-ministra reclamavam a demissão do presidente Pervez Musharraf e o fim da prisão domiciliária da dirigente da oposição, que dura há três dias.

Entretanto a antiga chefe de governo declarou já não ser possível negociar com Musharraf e surgem sinais de união da oposição, nomeadamente de Bhutto e do também ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, actualmente exilado na Árabia Saudita. Ambos fazem eco das críticas de Washington e de várias capitais ocidentais: é impossível a realização de eleições legislativas em Janeiro com o estado de emergência em vigor. Um boicote do escrutínio está por isso em cima da mesa.

Musharraf tenta apagar o fogo. O procurador-geral do Paquistão anunciou que o presidente vai abandonar a chefia militar ainda este mês.