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Sindicatos e governo francês começam a entender-se mas greve continua

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Sindicatos e governo francês começam a entender-se mas greve continua

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Saíu fumo branco das conversações entre o governo e os sindicatos franceses sobre a greve que começou há mais de 48 horas nos transportes públicos, e se alargou à EDF e à GDF. O executivo aceita a proposta de negociações sobre os regimes especiais de reforma empresa a empresa e dá um mês aos sindicatos para o fazerem.

Uma passageira diz que está frio, há três quartos de hora que está à espera, com tanto frio só lhe apetece chorar. Pelo segundo dia consecutivo ir trabalhar e regressar a casa vai ser uma aventura.

Os sindicatos prevêem para esta quinta-feira um cenário semelhante ao de ontem, com apenas um terço dos comboios a circularem, 70 por cento dos autocarros parados. No metro, apenas um em cada quatro combois esteve de serviço. Os sindicatos prometem não ceder.

Bernard Thibault da CGT considera que até agora não houve propriamente negociações com o executivo, com representantes de ambos os lados frente a frente numa negociação social.

As manifestações multiplicaram-se em todo o país, mas tanto a paralisação como os protestos nas ruas foram de menor intensidade quando comparados com o mega protesto de há um mês.