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Observadores europeus fora das eleições russas

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Observadores europeus fora das eleições russas

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Os eleitores russos habitantes das zonas do extremo oriente começaram a votar. O primeiro dia do escrutínio fica, no entanto, marcado pelo anúncio da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa que decidiu não enviar observadores às eleições legislativas parlamentares na Rússia no próximo dia 2 de Dezembro.

OSCE enviou cerca de 400 observadores para acompanhar as eleições parlamentares de 2003 mas, desta vez, Moscovo impôs um tecto de 70 observadores à organização mas multiplicou os obstáculos à deslocação dos técnicos. É o que conta uma porta-voz da organização explicando que “chegaram a um ponto em que perceberam que não podem ir, que é demasiado tarde.”

A falta de colaboração por parte das autoridades russas foi a principal razão invocada pela OSCE no entanto em Bruxelas uma nota confiança no sentido de que a Rússia respeite os compromissos assumidos enquanto membro da organização.
Uma sondagem publicada hoje mostra que apenas dois dos 11 partidos que participam nas eleições conseguirão superar a barreira dos 07 por cento, que permite eleger deputados.

De acordo com o estudo, o Partido Rússia Unida, cujo cabeça de lista é o Presidente Vladimir Putin, conquistará 66 por cento dos votos e o Partido Comunista 14 por cento. A oposição tem-se queixado nas últimas semanas não só de perseguição por parte das autoridades como das novas medidas draconianas impostas para o registo dos partidos na eleição.