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Abstenção recorde na vitória eleitoral de um antigo guerrilheiro

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Abstenção recorde na vitória eleitoral de um antigo guerrilheiro

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A participação e o entusiasmo em torno das eleições no Kosovo assemelharam-se à neve que cai em Pristina.

Apesar de estar em causa a legitimidade da independência unilateral da província sérvia, a maior parte dos eleitores albano kosovares demonstrou frieza em torno do assunto.

Pouco menos de 45 por cento exerceram o direito de voto. Nunca antes, desde 1999, se registou uma tão forte abstenção.

E foi também a segunda maior força política albano-kosovar, liderada por um ex-guerrilheiro, a triunfar. Hashim Thaci, do Partido Democrático do Kosovo, que se comprometeu a declarar a independência, se a próxima ronda de negociações com Belgrado falhar, a dez de Dezembro, alcançou 35 por cento dos sufrágios.

Está obrigado a formar governo com a histórica Liga Democrática do Kosovo, que conseguiu apenas 22 por cento.

Além do boicote da comunidade sérvia, a grande abstenção dos albaneses do Kosovo demonstra que muitos cidadãos têm a noção de que a independência não é tudo. “Esperamos melhores e mais empregos para os jovens e menos corrupção”, diz um rapaz. Outro acrescenta: “desejamos melhores políticos do que da última vez. Espero que as coisas melhorem, para nós jovens, e para os idosos também”.