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Hashim Thaci: o "Gerry Adams" kosovar

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Hashim Thaci: o "Gerry Adams" kosovar

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Das armas à política há mais de duas décadas que Hashim Thaci, de 39 anos, é um um dos mais acérrimos defensores da independência do Kosovo.

Há alguns dias, o ex-líder dos guerrilheiros albaneses do UCK, voltava a prometer declarar unilateralmente a independência, no próximo dia 10 de Dezembro, caso fracassem as negociações na ONU sobre o futuro estatuto do território.

Mas apesar da vitória eleitoral de ontem, Thaci poderá ter que rever as suas promessas. Sem uma maioria no parlamento o PDK, o Partido Democrático do Kosovo, terá de fazer uma aliança para governar com o campo rival – a Liga Democrática do Kosovo.

A formação, criada pelo antigo presidente Ibrahim Rugova, é vista como mais moderada, tendo até hoje adiado as promessas de independência, um facto que explica em parte a sua derrota nas urnas.

Mas o discurso de Thaci também mudou. O chefe militar apelidado de “serpente”, acusado de várias acções mortíferas contra o exército sérvio, é desde o final da guerra no Kosovo, em 1999, um político respeitado pela comunidade internacional.

Desde que abandonou as armas e criou o PDK, Thaci lançou vários apelos ao diálogo com os Sérvios, defendendo a tolerância étnica no território.

Sem o uniforme, participou nas discussões falhadas de paz em Rambouillet, em França, como primeiro-ministro no exílio e homem de confiança de Washington. Com o início da administração da ONU, passou a membro do Conselho Administrativo interino.

Desde 2000, que perdeu todas as eleições no território para o partido rival, mas como líder do segundo partido kosovar tendo sido um negociador chave nas discussões da ONU .

De terrorista, segundo os sérvios, a político, é conhecido como o “Gerry Adams” kosovar, falta agora saber se, como o responsável da irlanda do Norte, preferirá a autonomia à independência.