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Democracia jordana presta provas nestas legislativas

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Democracia jordana presta provas nestas legislativas

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A Jordânia elege um novo parlamento, nesta terça-feira, depois de quatro anos de reinado de Abdallah II. O escrutínio foi adiado duas vezes pelo rei, por não terem sido reunidas as condições necessárias.

Agora, 950 candidatos, entre os quais 201 mulheres, concorrem a 110 assentos parlamentares. Provavelmente, a maioria cessante, centrista e pró-governamental, será reeleita.

A oposição denuncia a falta de representação nas cisrcuncrições urbanas, onde votam 2,4 milhões de eleitores neste país de 5,6 milhões de habitantes.

Refere-se aos bastiões da Frente de Acção Islâmica, braço político dos Irmãos Muçulmanos, principal partido da oposição. O movimento apresenta 22 candidatos unidos pelo slogan: “O Islão é a solução”. Mas os analistas acham que vai ser difícil ultrapassar os 17 assentos parlamentares ocupados até agora.

Apesar dos apelos à participação, muitos jordanos mantêm-se à margem por considerar desnecessário votar num parlamento que aprova leis que restringem liberdades públicas.

Cerca de 70% da população jordana é de origem palestiniana, incluindo a rainha Rania, o que, adicionado à anarquia iraquiana e a desestabilização na Cisjordânia se torna uma séria ameaça à segurança e integridade do Estado jordano.

No ano 2000 a Jordânia tornou-se membro da Organização Mundial de Comércio e concluiu um Acordo de Comércio Livre com os Estados Unidos; e em 2002, entraram em vigor acordos de associação com a União Europeia e a EFTA.

Mas a batalha pela modernização está longe de ser ganha…