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Diplomacia internacional debruça-se sobre questão do Kosovo

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Diplomacia internacional debruça-se sobre questão do Kosovo

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O Kosovo vive o rescaldo das eleições legislativas que serviram de referendo á independência unilateral da província sérvia.
As formações políticas albanesas advogaram a separação do Kosovo, em particular o vencedor, Hashim Thaci, um ex-guerrilheiro do UCK, se a próxima ronda de negociações entre albaneses e sérvios não der frutos.

Até lá a “troika” de mediadores terá que encontrar uma solução para o impasse. Os chefes da diplomacia dos 27 estiveram reunidos em Bruxelas.
“Vamos ter consequências quando expirar o prazo para as negociações, a 10 de Dezembro. Mas os ministros dos Negócios Estrangeiros europeus e também o governo alemão não estão só a pensar apenas nas alternativas. Estamos a prepararmo-nos”, refere o chefe da diplomacia alemão, Frank-Walter Steimeier.

Belgrado está disposta a conceder ao Kosovo uma autonomia alargada mas a maioria dos albaneses exige a independência.

“Nos temos estado do lado flexivel, inovador e construtivo. Agora esperamos que a União Europeia e a Troika exijam o mesmo aos albaneses do Kosovo que nunca ofereceram nada neste processo de negociações”, declarou o vice-primeiro-ministro sérvio, Bozivar Djelic.

Hashim Thaci venceu as eleições, mas o escrutínio ficou marcado por uma abstenção recorde o que pode pesar na legitimidade política de uma eventual declaração unilateral de independencia que divide a comunidade internacional.