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A diplomacia de Chavez

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A diplomacia de Chavez

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Hugo Chavez defende, este fim de semana, na OPEP, um papel geopolítico da organização e afina a posição anti-imperialista pela do presidente iraniano. Ele é mesmo um dos únicos a defender o programa nuclear de Teerão e a ameaçar os Estados Unidos.

“Se os Estados Unidos forem suficientemente loucos para invadir o Irão ou agredirem de novo a Venezuela, o preço do barril de petróleo não se ficara pelos 100 dólares, mas talvez 200!”

Chavez é presidente do país que é o sexto produtor de crude a nível mundial, “uma arma” que utiliza nas relações internacionais no momento em que o petróleo atinge um novo recorde – preço que Chavez considera justo por (diz ele) constituir o
poder estratégico venezuelano… afirma que este preço arredondado por barril (90 a 100 dólares) não é exagerado.

Claro que “o socialismo do petróleo” que apregoa deve servir para patrocinar programas sociais e melhor gestão de recursos, que nestes últimos tempos sofreu da errática falta de senso administrativo e era onde Chavez recolhia mais popularidade.

O projecto de revisão constitucional, que vai ser referendados no dia 2 de Dezembro, divide os venezuelanos.

Querem liberdadade!

Se a reforma passar, o presidente assegura o cargo para toda a vida, o que até os correlegionários rejeitam.

Será que Chavez vai voltar a ser popular? A recente discussão com o primeiro-ministro espanhol, Jose Luis Zapatero, e com o Rei Dom Juan Carlos, não ajudou muito. Reivindica um pedido desculpas que, certamente, jamais chegará, por ter desempenhado um papel de vítima que Castro apoioiu ou delineou.

Castro escreveu-lhe o seguinte:

“O sábado, 10 de Novembro de 2007, vai ficar na história da nossa América como o dia da verdade.”

O Waterloo ideológico aconteceu quando o Rei de Espanha perguntou a Chavez porque não se calava.

O presidente venezuelano não só não se cala como está absolutamente ciente da necessidade da sua ofensiva diplomática – que outros consideram sem qualquer diplomacia.