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Chavez esteve em Paris para abordar questão dos reféns das FARC

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Chavez esteve em Paris para abordar questão dos reféns das FARC

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A questão dos reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) esteve no centro do encontro esta terça-feira entre o presidente da Venezuela e o homólogo francês. Para a sua passagem por Paris, Hugo Chavez não conseguiu trazer provas de que Ingrid Betancourt e os outros reféns estão vivos, pois as FARC ainda não as forneceram, embora prometam fazê-lo até ao fim do ano.

O compromisso das FARC foi acolhido com prudência por Nicolas Sarkozy, que fez da libertação de Ingrid Betancourt uma das suas prioridades. Mas Chavez garante estarem “optimistas quanto à possibilidade de libertação não só de Ingrid mas de todas as pessoas reféns das FARC”.

Hugo Chavez, que esta noite estará em Lisboa para jantar com José Sócrates, tem nas mãos uma tarefa difícil, a de negociar a troca de prisioneiros entre o governo colombiano e as FARC. Mas Bogotá deu-lhe até ao fim do ano para obter a libertação dos reféns e exige que sejam fixadas condições para a troca.

A família de Ingrid Betancourt não esconde a decepção com a ausência de provas de que a refém está viva. No final do encontro no Eliseu, a filha de Ingrid, Melanie Delloye, afirmou que Chavez lhes tinha garantido que a mãe estava viva, mas destacou a importância de ter provas para que as negociações possam avançar.

Desde 2003 que não há notícias de Ingrid Betancourt. A franco-colombiana, raptada há seis anos em plena campanha para as presidenciais colombianas, faz parte de um grupo de 50 reféns que os rebeldes querem trocar com 500 dos seus membros detidos.