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Família de Betancourt consternada com decisão de Uribe

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Família de Betancourt consternada com decisão de Uribe

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Aumenta a consternação e o desespero da família de Ingrid Betancourt com a interrupção da mediação de Hugo Chavez, o presidente venezuelano. A decisão foi tomada ontem à noite de forma inesperada pelo chefe de Estado colombiano, Alvaro Uribe.

O presidente da Venezuela foi mandatado há três meses pela Colômbia para mediar a troca de 45 reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), entre os quais Ingrid Betancourt, por 500 dos seus guerrilheiros detidos pelas autoridades colombianas.

O porta-voz de Alvaro Uribe explicou esta quinta-feira que a decisão do presidente colombiano deve-se ao facto de “Hugo Chavez ter telefonado directamente ao chefe das forças armadas colombianas, o general Mario Montoya, para colocar várias questões sobre os reféns detidos pelas FARC.”

Na sua visita a Paris, há dois dias, Chavez referiu que o líder da guerrilha colombiana das FARC comprometeu-se por escrito a fornecer uma prova “antes do fim do ano” de que a refém franco-colombiana, raptada em 2002, está viva.

O marido de Ingrid Betancourt, Juan Carlos Lecompte, considera que “o presidente Uribe nunca teve uma verdadeira vontade política para resolver o problema dos reféns na Colômbia.” E acrescenta que “é uma reacção muito habitual da sua parte. Cada vez que as coisas começam a avançar, como desta vez, ele coloca obstáculos.”

De acordo com uma nota da presidência francesa, Nicolas Sarkozy “vai encarregar o embaixador de França em Bogotá de entregar uma carta ao Presidente Uribe pedindo-lhe que mantenha o diálogo com o Presidente Hugo Chavez”.