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Formações libanesas incapazes de eleger presidente a horas de terminar mandato de Lahoud

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Formações libanesas incapazes de eleger presidente a horas de terminar mandato de Lahoud

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A diplomacia europeia não conseguiu desbloquear o impasse em torno da eleição do novo presidente do Líbano. Os ministros dos Negócios Estrangeiros de França, Espanha e Itália levaram esta quinta-feira a cabo uma verdadeira maratona de encontros procurando conciliar as duas partes.

a missão estava votada ao fracasso. Segundo um deputado da maioria parlamentar, foi adiada a sessão parlamentar desta sexta-feira para proceder à quinta tentativa de eleição. O pior é que esta sexta-feira à meia-noite termina o mandato de Emile Lahoud e as formações anti e pró-sírias não se conseguem entender sobre o nome do sucessor há meses.

Paul Salem, analista político, considera que “se as duas partes se conseguirem entender sobre um candidato, ele vai ser um candidato de conciliação entre duas políticas contraditórias”. E acrescenta: “O papel do futuro presidente será de gerir as contradições e impedir que o Líbano volte à guerra civil”.

Sem um sucessor, os poderes presidenciais deverão passar para o governo de Fuad Siniora. Mas o presidente Lahoud, pró-sírio, prefere passá-los a um governo provisório, chefiado por um general. A existência de dois executivos ameaça então mergulhar o país numa nova guerra civil.

A possibilidade de um novo conflito não é partilhada por todos. Interrogado na rua, um libanês diz que “as duas partes não querem a guerra, mas haverá um vazio no poder de alguns meses”. Outra garante que se houver guerra todos perdem, mas espera que não haja. A eleição presidencial acaba por reflectir a profunda crise política que se prolonga há um ano no Líbano.