Última hora

Última hora

Líbano tem até à meia-noite para eleger um novo presidente

Em leitura:

Líbano tem até à meia-noite para eleger um novo presidente

Tamanho do texto Aa Aa

O Líbano arrisca-se a não ter um novo presidente nomeado até à meia-noite de hoje, hora em que expira o mandato de Emile Lahoud. Os deputados da oposição pró-síria vão boicotar a votação no Parlamento, pela quinta vez em dois meses. A maioria anti-síria por seu lado convocou todos os seus 68 parlamentares para estarem presentes na eleição de hoje.

O chamado grupo do 14 de Março ameaça eleger um novo presidente e um novo primeiro-ministro, mesmo sem o quorum de dois terços exigido pela oposição.

Face ao braço-de-ferro, os analistas temem dois cenários que ameaçam reabrir as divisões no país: ou um vazio de poder prolongado ou a formação de dois governos paralelos, como durante a guerra civil de 1975-1990.

Sem um acordo em torno de um nome para assumir a chefia de Estado, os dois campos rejeitaram nas últimas horas a proposta do cristão Michel Aoun de distribuir os cargos de presidente e primeiro-ministro entre anti-sírios e pró-sírios.

O bloqueio negocial resistia até ontem a todas as tentativas de mediação internacionais, francesa, espanhola e italiana.

O Ministro dos Negócios estrangeiros italiano, Massimo Dalema, afirmava no entanto que continuava a acreditar numa possibilidade de acordo. “Os libaneses precisam de mais tempo, mas um acordo ainda é possível”, afirmou ontem numa conferência de imprensa em Beirute.

Em caso de impasse até ao final do dia, o presidente Emile Lahoud ameaça entregar o poder ao actual chefe do estado maior das forças armadas. Em Beirute os militares encontram-se em alerta máximo face a uma jornada de alta tensão, atribuída ao braço-de-ferro entre norte-americanos e sírios.