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Líbano sem presidente nem acordo para nomear sucessor

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Líbano sem presidente nem acordo para nomear sucessor

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Desde a meia-noite de sexta-feira que o Líbano não tem um presidente. Emile Lahoud abondonou ao final da noite o palácio presidencial de Baabda, no dia em que expirou o seu mandato, sem que a maioria anti-síria e a oposição pró-síria chegassem a um acordo para nomear um sucessor. Lahoud, apelou à eleição urgente de um novo presidente, afirmando que o governo actual é ilegítimo, “mesmo se Bush, os Estados Unidos e o mundo inteiro o apoia”.

A saída de cena do último representante da ocupação síria, foi festejada por membros das formações anti-sírias no bairro de Tarik Jdidé, em Beirute. Mas o vazio de poder ameaça inflamar as tensões entre as comunidades libanesas, em especial os cristãos maronitas, que à luz da partilha de poder prevista na Constituição, deverão assumir o próximo mandato presidencial.

O presidente cessante delegou os poderes ao Conselho militar invocando a necessidade de proteger e salvaguardar o Estado. Uma decisão considerada inconstitucional pela maioria anti-síria. O ministro do desporto e juventude, afirma que, “não cabe ao presidente decidir a quem passa o poder, mas ao governo e ao parlamento”.

Ontem, pela quinta vez nos últimos dois meses foi adiada a sessão parlamentar que deveria nomear um novo presidente. Uma nova sessão foi agendada para dia 30 de Novembro, sem que exista qualquer consenso em torno de um nome e quando a oposição rejeita a legitimidade do governo.

Para já vive-se uma calma tensa, com o exército mobilizado nos pontos nevrálgicos do país, prometendo reprimir qualquer tentativa de desestabilização.

Vários analistas a apontam o impasse no país como o reflexo do braço-de-ferro entre Washington que apoia a maioria parlamentar e Damasco que apoia a oposição liderada pelo Hezbollah xiita.