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Jerusalém: a cidade de todas as cobiças


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Jerusalém: a cidade de todas as cobiças

Jerusalém, a cidade santa para cristãos, judeus e muçulmanos, está no coração do conflito israelo-palestiniano. Abordar as conversações sobre o estatuto definitivo é quase um tabu, de tal maneira as posições são opostas e firmes.

Situada na fronteira entre Israel e a Cisjordânia, é uma cidade sem representações diplomáticas, reivindicada como capital pelos israelitas e pelos palestinianos.

A estrada n°1 contorna o norte da cidade velha. É a única marca visível que delimita a fronteira de 1967 que separa Jerusalém Oriental, onde os palestinianos sonham constituir a capital de um futuro Estado.

Há 40 anos, havia aqui um controlo militar que separava as partes de Jerusalém sob controlo jordaniano e israelita.

Mas em Junho de 1967, o exército israelita ocupou a cidade numa guerra relâmpago de seis dias .

Os israelitas jubilaram por terem, enfim, acesso aos lugares santos do judaísmo e, com a reunificação de Jerusalém, poderem reclamar a sua capital “eterna e indivisível”. Farão tudo para impedir os palestinianos de reclamarem Jerusalém, mesmo se ONU considera a ocupação ilegítima.

Na véspera da cimeira de Annapolis, os israelitas de Jerusalém Ocidental não recusam o princípio da negociação.

Sholomo Yirmyah afirma:
“Se os Estados Unidos ou Abu Mazen e a sua gentes nos prometerem não provocar os judeus e viverem perfeitamente connosco, e pararem com os conflitos sem sentido que mantém, então, Israel também deve avançar no sentido de se estabelecer a paz”.

Além de ser local sagrado do Islão, Jerusalém é a cidade onde vivem 240 mil palestinianos que se sentem discriminados diariamente pelas autoridades. Também eles querem acreditar na negociação.

Yakoob Arrajabi, palestiniano de Jerusalém Oriental, considera que, não vai haver objecção no caso de se dividir a soberania de Jerusalém, porque ao fim do dia, os dois povos, israelitas e palestinianos, podem viver em harmonia e a vida que têm agora pode ser melhorada.

Os israelitas fizeram de Jerusalém uma fortaleza separada da Cisjordânia mas, para conseguirem um compromisso com os palestinianos, terão de concordar sobre o futuro da Cidade Santa.

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