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Kasparov diz que Moscovo caminha para a "ditadura"

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Kasparov diz que Moscovo caminha para a "ditadura"

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Garry Kasparov já saiu do xadrez. O antigo campeão do mundo da modalidade deixou a prisão esta quinta-feira depois de cumprir uma pena de 5 dias por ter organizado uma manifestação ilegal em Moscovo no fim-de-semana.

Proeminente membro da oposição, Kasparov joga agora ao ataque numa estratégia com que sonha dar o xeque-mate ao regime de Putin nas legislativas de domingo e alterar o xadrez político na Rússia:

“Espero que agora as pessoas no mundo vejam o que está a acontecer aos activistas da oposição na Rússia onde o regime não respeita, de todo, os procedimentos legais”.

Kasparov aproveitou para denunciar a deriva democrática na Rússia, que considera, caminha para a “ditadura”, mas não entrou em casa a tempo de ver o discurso de Putin à nação:

“Tudo o que fizemos, foi conseguido após uma árdua batalha e só pode ser salvo se continuarmos a ser cidadãos activos. É por isso que decidi liderar a lista do partido Rússia Unida. E é por isso que vos peço para virem às urnas no dia 2 de Dezembro e votarem na Rússia Unida”.

A mensagem do presidente ocupou todo o espectro televisivo russo, relegando para o fundo do écran a libertação de Kasparov.

Ninguém acredita que com a popularidade de Putin, a oposição consiga alterar o tabuleiro político russo, mesmo contando com mestres em estratégia, como Kasparov.