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"Não"a reforma constitucional de Chávez fecha campanha com mega-manifestação

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"Não"a reforma constitucional de Chávez fecha campanha com mega-manifestação

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A oposição venezuelana mobilizou-se na última marcha pelo “Não” no referendo à reforma constitucional pretendida pelo presidente. A consulta popular pode mesmo significar a primeira derrota eleitoral de Hugo Chávez. Largos milhares de estudantes, juntamente com sectores políticos e sociais encheram a avenida Bolívar, no centro de Caracas, para encerram a campanha contra alterações na Constituição que irão nomeadamente permitir a Chávez recandidatar-se indefinidamente e censurar os media em caso de crise.

Uma manifestante explicava que lutam contra a aprovação das reformas pois não querem “uma ditadura”. Acrescenta que o país está a transformar-se num “comunismo à moda cubana”.

A última sondagem, de um instituto privado, dá uma ligeira vantagem ao “Não”. Os opositores de Chávez apelaram à participação maciça dos 16 milhões de eleitores. Esta sexta-feira, será a vez dos sectores pró-governamentais encerrarem também a campanha.

Chávez fez subir a tensão ao acusar opositores de colaborarem com os Estados Unidos para o neutralizar. O chefe de Estado diz que “os presidentes da Colômbia (…) e do Perú e ex-presidentes do México e da Bolívia” lhe chamam “o maior perigo” e “estão todos à procura de uma desculpa para o matar”.

Os líderes da oposição sublinham que se vencer o “Não” no domingo é preciso debater sobre “que país” querem os venezuelanos.