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Vídeo de reféns colombianos reabre debate sobre negociações com as FARC

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Vídeo de reféns colombianos reabre debate sobre negociações com as FARC

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Depois de quatro anos e meio de silêncio, o governo colombiano difundiu hoje um vídeo com imagens de Ingrid Bettancourt, viva, em cativeiro. Segundo as autoridades de Bogotá o registo ,datado de Outubro, terá sido apreendido na madrugada de quinta-feira, após a detenção de três membros das FARC na capital.

Ao contrário da última prova de vida difundida pela guerrilha, a antiga candidata presidencial não pronuncia qualquer mensagem no excerto apresentado à imprensa.

Uma carta endereçada à mãe da refém terá sido igualmente apreendida, embora não seja conhecido para já o seu conteúdo.

As autoridades colombianas afirmam ter apreendido cinco cassetes de video, no total, com 17 provas de vida de outros reféns políticos, entre os quais o deputado Luiz Perez Bonilla e três funcionários norte-americanos, sequestrados pela guerrilha em 2003.

As imagens surgem dias depois do presidente venezuelano Hugo Chavez ter prometido entregar provas de vida dos reféns, durante o encontro em Paris com Nicolas Sarkozy.

Uma senadora colombiana responsável pelas negociaçôes afirma hoje que os vídeos surgem na sequência do acordo de Chavez e que, à luz das discussões precedentes, poderão ser libertados alguns dos reféns em Dezembro.

As negociações com a guerrilha encontram-se em ponto morto, desde há alguns dias quando Bogotá suspendeu a mediação de Hugo Chavez para obter um acordo de troca de prisioneiros por reféns.

O presidente colombiano Alvaro Uribe, afirmou hoje que cabe à França mediar as discussões.
Paris afirmara de manhã que, “Chavez pertence ao passado”, rectificando mais tarde que, “poderá também pertencer ao futuro”.

Para a mãe de Ingrid Bettancourt é fundamental prosseguir a mediação levada a cabo pelo presidente venezuelano.

Yolanda Pulecio afirmou “Quero que o presidente Uribe continue a considerar, sem ódio nem violência na necessidade de libertar todos os reféns”.

O chefe de Estado declarou horas antes que queria diminuir o que chamou de “protagonismo da guerrilha”.

Ao contrário do que exigem os familiares dos reféns, Uribe recusa-se a criar uma zona desmilitarizada no sul do país, que, segundo as FARC, permitiria a libertação das personalidades sequestradas.