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Futuro da Bélgica está nas mãos do rei Alberto II após demissão de Yves Leterme

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Futuro da Bélgica está nas mãos do rei Alberto II após demissão de Yves Leterme

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Incerteza crescente sobre o futuro da Bélgica após o agravamento da pior crise política da histórica do país. Yves Leterme demitiu-se do cargo de negociador, renunciando assim a formar um governo. É a segunda vez em seis meses que o líder dos cristãos-democratas flamengos apresenta a demissão ao rei dos belgas, que mais uma vez a aceitou.

Numa declaração em flamengo e em francês, feita após a conversa com o monarca, Yves Leterme afirmou que “o país e os habitantes precisam de um governo forte e energético”. Diz-se convencido que “isso só é possível com reformas”, mas constata que “até hoje não foi possível encontrar um acordo claro entre todos os partidos sobre o conteúdo das reformas”.

Há 174 dias que dois partidos francófonos e dois flamengos tentam chegar a um acordo, mas não se entendem sobre a reforma das instituições, que prevê mais autonomia para as regiões. Para os francófonos, os flamengos querem preparar o caminho para a independência.

Face a seis meses de crise, têm-se multiplicado as iniciativas populares em defesa da unidade da Bélgica. Vontade que contrasta com as divergências entre dirigentes políticos.

O caminho a seguir está nas mãos do rei Alberto II. Na ausência de alternativa para formar uma coligação, o monarca pode dar terceira hipótese a Leterme ou nomear outra personalidade para formar governo. Pode também reconduzir o executivo de Guy Vehrofstadt, que actualmente gere os assuntos correntes, ou convocar novas eleições.