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Cento e nove milhões de russos são chamados a votar nestas eleições legislativas

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Cento e nove milhões de russos são chamados a votar nestas eleições legislativas

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As assembleias de voto abriram este sábado à noite no Extremo-Oriente do país. No total, são onze fusos horários. As últimas urnas encerram este domingo à tarde na parte ocidental. Tudo aponta para uma vitória esmagadora do Rússia Unida. O presidente Vladimir Putin encabeça a lista de candidatos por forma a manter-se no poder após o mandato presidencial.

Mas o escrutínio está marcado pela suspeição internacional e pelas críticas da oposição. Face às exigências de Moscovo, a OSCE recusou enviar observadores para companhar a votação, que muitos analistas não hesitam em apontar como as menos democráticas desde o fim da era soviética.

Segundo a sondagens, apenas os comunistas, de Guenady Ziuganov, parecem estar em condições para obter os sete por cento de votos necessários para entrar no Parlamento. Todos os outros partidos da oposição deverão ficar fora da Douma, entre eles os ultranacionalistas de Vladimir Zhirinovski, as formações liberais SPS e Iabloko.

A oposição apresenta uma longa lista de irregularidades e acusa Putin de abusar da sua posição. A última acção teve lugar no dia de reflexão. Polícia e agentes do KGB terão forçado a entrada na sede regional do SPS. Estas são as primeiras eleições com a nova lei eleitoral, modificada após o escrutínio de dois mil e três e severamente criticada pelo opositores do Kremlin.