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Legislativas russas: a contagem decrescente para uma vitória anunciada

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Legislativas russas: a contagem decrescente para uma vitória anunciada

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As legislativas que se iniciaram esta madrugada na Rússia, são apontadas como uma mera formalidade para reforçar o poder de Vladimir Putin em final de mandato, mas sem pretensões de abandonar o poder. O presidente, que encabeça também a lista do Partido Rússia Unida, sem ser candidato nem membro da formação, votou esta manhã em Moscovo.

O partido é dado como o grande vencedor de um sufrágio que, pela primeira vez, poderá colocar apenas outra formação no Parlamento, os comunistas de Guenady Zyuganov, com pouco mais do que os 7% que permitem aceder ao hemiciclo. Também o líder da oposição Outra Rússia, Garry Kasparov fez questar em depositar um voto nulo na urna em sinal de protesto contra um sufrágio que considerou fraudulento.

A formação e mais dois partidos ficaram fora da corrida às urnas, em virtude das exigências draconianas das novas regras eleitorais.

O sufrágio, considerado como o menos democrático no país desde o fim da era soviética, é marcado por uma participação elevada. Segundo várias organizações humanitárias russas, pela primeira vez os eleitores têm que votar não nos locais de residência, mas de trabalho, sob ameaça de represálias caso não votem Putin.

Pela primeira vez também, as eleições não contam com a supervisão dos observadores internacionais da OSCE, depois de uma campanha marcada por várias irregularidades, denunciadas pela oposição.