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Participação elevada nas eleições russas ensombrada por acusações de fraude

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Participação elevada nas eleições russas ensombrada por acusações de fraude

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As autoridades russas falam de uma participação elevada no sufrágio legislativo deste domingo – mais de 60%. No entanto, segundo várias organizações humanitárias, alguns eleitores são pressionados a votar no local de trabalho e não de residência, a maior parte das vezes coagidos pelas hierarquias a seleccionar o partido Rússia Unida.

A imprensa internacional dava conta nos últimos dias de funcionários públicos e estudantes ameaçados de despedimento ou perda de benefícios.

Lilia Shibanova, responsável da organização russa GOLOS sublinha que “a maior parte das violações prendem-se com os boletins de voto para eleitores ausentes. A novidade neste sufrágio é que assistimos uma votação em massa com estes boletins. Para lá da situação em que o acesso a assembleias de voto e informação sobre o número de votantes foi recusado a muitos dos nossos representantes”.

Pela primeira vez também, a presença de observadores internacionais da OSCE e do Conselho da Europa limita-se a meia centena para 95 mil assembleias de voto, depois da organização ter recusado acompanhar o voto por falta de colaboração de Moscovo.

Vladimir Putin tinha, por seu lado, denunciado o que chamou de ingerência estrangeira nas eleições. Mais do que o futuro político do país o que está em jogo é a aprovação do chamado “plano Putin”, cujos contornos são praticamente desconhecidos.

Segundo uma sondagem independente avançada pela radio Free Europe, cerca de dois terços dos russos não acreditam que as eleições decorram de uma forma honesta. Animado em algumas assembleias de voto por consultas médicas grátis, concursos e ofertas, o escrutínio encerrou às 21 horas locais, menos três horas em Lisboa.