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Oposição denuncia fraudes e OSCE diz que legislativas russas "não foram justas"

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Oposição denuncia fraudes e OSCE diz que legislativas russas "não foram justas"

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As críticas contra o desenrolar e os resultados das legislativas na Rússia amontoam-se a um ritmo vertiginoso. As acusações mais fortes chegam da oposição russa, que continua a denunciar fraudes e pressões do poder junto dos eleitores.

Uma das vozes mais críticas foi sem dúvida a de Gari Kasparov. O antigo campeão de xadrez e líder da coligação de opositores Outra Rússia – impedida de participar no escrutínio – diz que existiram “violações gigantestas” e que as eleições foram “as mais injustas e sujas em toda a História contemporânea da Rússia”.

A formação de Kasparov apresentou um vídeo que diz demonstrar a falsificação de boletins numa assembleia de voto. O partido Iabloko, também na oposição, publicou uma longa lista de violações constatadas pelos seus observadores e testemunhas. A formação denuncia ameaças a militares e civis para se apresentarem nas urnas.

O Partido Comunista anunciou que vai contestar os resultados do escrutínio no Supremo Tribunal. Entre os exemplos de irregularidades que forneceu, estão a “compra maciça de votos” e restrições no acesso de observadores a algumas assembleias de voto.

As autoridades russas rejeitam as acusações de fraudes maciças. A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e o Conselho da Europa disseram que as legislativas russas não corresponderam aos critérios europeus.

Goran Lennmarker, chefe da missão de observadores da OSCE, explicou que a conclusão principal da organização “é de que estas eleições falharam em muitos dos compromissos e padrões da OSCE e do Conselho da Europa e, por esse motivo, não foram eleições justas”.

Reino Unido, França e Estados Unidos querem ver esclarecidas as acusações de fraude. A Alemanha diz que as eleições não foram “livres, justas ou democráticas”.