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Resolução da crise política belga nas mãos do primeiro-ministro

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Resolução da crise política belga nas mãos do primeiro-ministro

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O rei Alberto II da Bélgica encarregou o ainda primeiro-ministro Guy Verhofstadt de encontrar uma saída para a longa crise política em que está mergulhado o país. Ao contrário do que avançava a imprensa, o monarca não entregou a Verhofstadt a chefia de um executivo de emergência.

Com uma presença discreta desde a derrota eleitoral em Junho, o primeiro-ministro diz que a missão que agora recebeu “não vai alterar nada”, no sentido em que “se reveste de um carácter bastante temporário e limitado”. Verhofstadt acredita que a Bélgica “precisa de uma importante reforma das instituições. A questão que exige agora resposta é saber como podem, no menor espaço de tempo, abrir negociações que conduzam a uma reforma com a devida profundidade”.

As difíceis conversações para formar um governo de coligação, iniciadas após as legislativas de 10 de Junho, voltaram ao ponto zero, após a demissão do negociador Yves Leterme há dias, pela segunda vez desde o início da crise.

Segundo a imprensa belga os partidos flamengos e francófonos poderão organizar uma convenção para discutir os temas que ameaçam fracturar o país: a cisão do distrito de Bruxelas e o aumento das competências das regiões.