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Betancourt: o símbolo de uma nação

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Betancourt: o símbolo de uma nação

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Ingrid de Betancourt falou pela primeira vez à família, depois do rapto, numa gravação feita em Julho de 2002. A franco-colombiana teve algumas palavras de agradecimento pela França:

“Apesar da distância e do tempo, agradeço aos franceses que estiveram comigo” disse.

Na verdade, é principalmente devido à mediatização do caso em França, que Ingrid se tornou o símbolo de todos os reféns da Colômbia, um drama que atinge milhares de famílias naquele país.

À uma hora da manhã, as estações de rádio de Bogotá difundem as mensagens dos familiares dos sequestrados. Durante a madrugada é mais provável que na selva se capte o sinal. As mensagens da família servem para manter a esperança viva, a ligação com os pais, com os filhos, com os esposos…

“Por favor, dêem-me uma razão,o que é que querem, que esperam de nós, que querem que façamos, deixem-me saber se ele está convosco, é uma angústia muito grande para os pais”.

Num só ano, na Colômbia, há mais raptos do que no resto do mundo. Uma pratica com fins económicos e de pressão política para a guerrilha, com fins devastadores para as vítimas.

O jornalista Guilhermo Cortés passou por isso. Foi raptado em Janeiro de 2000 e passou oito meses na selva.

“E se à perda da liberdade juntarmos o facto de nos sentirmos um objecto, um material de compra e venda, de negócio, uma mercadoria, então ainda é mais humilhante”.

Os raptos não poupam nenhuma categoria da população. E para o provar aí está a história do pobre miúdo de cinco anos raptado numa creche de Cucutá, há seis meses, pelas FARC. A sua guarda na selva, guerrilheira, carregou-a nos braços 24 horas pela selva. para que pudesse encontrar a liberdade junto dos pais.