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Exposição fotográfica trouxe o Darfur até Lisboa para contrariar atitude de líderes políticos

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Exposição fotográfica trouxe o Darfur até Lisboa para contrariar atitude de líderes políticos

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A crise do Darfur instalou-se na Gare do Oriente em Lisboa. Uma fotógrafa francesa trouxe o quotidiano e o sofrimento da região sudanesa até junto dos líderes europeus e africanos, depois deste terem colocado o assunto bem no fundo da lista de temas da cimeira.

A fotógrafa Hélène Coux explica a necessidade desta exposição: “É crucial atrair a atenção para o sofrimento do povo do Darfur através destas fotografias. Penso que o público, as pessoas nas ruas de Lisboa e de outras capitais europeias devem saber o que se passa no Darfur e as fotografias são uma boa maneira de mostrar”.

A iniciativa chama ainda a atenção para os vários obstáculos que impedem que a 1 de Janeiro esteja no Darfur a totalidade da força híbrida da ONU e da União Africana.

O padre Leonel, membro de uma plataforma de ONG’s portuguesas no Darfur, pede acção: “Estamos a menos de um mês da data limite e, praticamente, nada foi feito. Não sabemos quem vai comandar, não sabemos quem vai fornecer tropas, não sabemos quem vai fornecer material ou quem vai financiar esta força. Estamos quase como no início. Esperamos que os governos europeus possam fazer alguma coisa nesta cimeira”.

Na inauguração da exposição sobre o Darfur esteve presente Salih Osman. O advogado sudanês, que na próxima semana recebe o prémio Sakharov 2007 no Parlamento Europeu, critica os Vinte e Sete por não aproveitarem a presença do presidente sudanês em Lisboa para o pressionar a acabar com as atrocidades no Darfur.