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Grandes expectativas da comunidade africana em Portugal em relação à cimeira de Lisboa

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Grandes expectativas da comunidade africana em Portugal em relação à cimeira de Lisboa

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É com expectativa que a comunidade africana a viver em Portugal espera as conclusões da cimeira União Europeia-África. Portugal acolhe uma das maiores comunidades africanas na Europa e o seu passado permite-lhe estar na linha da frente no contacto com África.

No Bairro da Cova da Moura, apesar de todas as dificuldades, reina o optimismo sobretudo, em relação ao desempenho português. É o que defende o guineense Emamadu Baldea: “Espero que os portugueses sejam aqueles que vão resolver os problemas de África. Estou optimista”.

A Cova da Moura é o exemplo dos problemas de exclusão e integração, que enfrentam muitos imigrantes na Europa. A isto junta-se a tragédia em torno do fluxo de clandestinos que todos os anos arriscam a vida pelo sonho europeu. Timóteo Macedo, da associação “solidariedade imigrante” afirma: “As pessoas pobres vão imigrar sempre para locais com melhores recursos naturais, com melhores condições de vida, comida. Se África não se desenvolver, a imigração vai continuar”.

Segundo dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Portugal acolhe 160 mil africanos, na maioria oriundos dos PALOP. Uma grande parte interroga-se ainda se verá concretizado o sonho dos pais de uma vida melhor, mas todos gostariam de ver África avançar.