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Líbano sem presidente e sem alterações constitucionais

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Líbano sem presidente e sem alterações constitucionais

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Foi adiada pela sétima vez a eleição do presidente do Líbano.

Tudo parecia estar pronto e os partidos pareciam finalmente estar de acordo sobre o homem que deverá assumir a presidência, ou seja, Michel Sleiman, o chefe das forças armadas.

No entanto, são necessárias modificações na constituição já que a actual magna carta não permite aos altos funcionários do Estado candidatarem-se à presidência.

O problema agora é que os dois blocos mais importantes do parlamento, o pró e o anti-Síria, não chegaram a acordo sobre as alterações a fazer na Constituição.

Ao que tudo indica, um documento será entregue amanhã ao secretário do Parlamento onde deverão constar as modificações necessárias para depois serem aprovadas.

A eleição do presidente ficou adiada para 11 de Dezembro e será a oitava tentativa dos deputados de concretizar a votação.

Michel Sleiman, actual chefe das forças armadas, tem 59 anos, é o homem encontrado para reunir o consenso do governo e da oposição para liderar o país.

No entanto, se Sleiman for eleito adivinham-se alguns problemas, o líder militar é próximo do Hezzbollah, foi eleito em 1998 quando as tropas sírias ainda ocupavam o Líbano.