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Moscovo adverte para precedente perigoso caso Kosovo declare a independência

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Moscovo adverte para precedente perigoso caso Kosovo declare a independência

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As autoridades de Moscovo advertiram hoje para as consequências imprevisíveis da solução política que for adoptada para província sérvia do Kosovo.

O anúncio foi feito esta sexta-feira pelo ministro dos negócios estrangeiros russo durante a cimeira da NATO em Bruxelas.

Sergei Lavrov afirmou que “independentemente da forma como o problema for resolvido, se as decisões forem tomadas fora do quadro da ONU, criar-se-á um precedente de consequências imprevisiveis para a Europa”.

Moscovo apoia a posição de Belgrado que é contra a independência da província do Kosovo, considerada pelos sérvios como o berço da nação.

Os chefes da diplomacia da Aliança Atlântica chegaram ontem a acordo para manter a missão militar no Kosovo e reforçar, se necessário, os actuais 16 mil efectivos no terreno.

Para o secretrário-geral da NATO, Jan Hoop de Schaefer, “independnetemente da forma como o problema do estatuto for resolvido é preciso que kosovares, sérvios, albaneses e outros povos possam viver em paz sem medo nem intimidações”.

A situação no terreno é delicada. As autoridades do Kosovo, onde 90% da população é de origem albanesa, ameaçam declarar unilateralmente a independencia da província.

As negociações entre a “troika” da União Europeia, Estados Unidos e Rússia sobre o estatuto do território terminaram sem qualquer acordo entre sérvios e albano-kosovares.

A questão divide a União Europeia. Alguns países, entre eles, a Alemanha, a França, e o Reino Unido são favoráveis à independência. A Espanha, a Eslováquia e a Grécia deram conta das suas reservas.

Mas uma eventual declaração unilateral de independência de Pristina não teria o aval do conselho de segurança da ONU onde a Rússia dispõe de direito de veto.