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Polémicas e críticas sobem de tom a horas do início da cimeira UE-África

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Polémicas e críticas sobem de tom a horas do início da cimeira UE-África

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As polémicas acabam por ser a estrela da cimeira União Europeia-África. A presença do presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, é a mais notada, sobretudo, devido às críticas que origina à presidência portuguesa da União.

Cerca de 80 líderes europeus e africanos estarão presentes este fim-de-semana em Lisboa.

José Sócrates acabou por receber de forma muito breve o presidente Mugabe, ao contrário dos restantes convidados que recebe esta noite para uma recepção e concerto no Pavilhão de Portugal.

Sete anos depois do primeiro encontro, europeus e africanos tentam lançar novas bases de relacionamento com base na igualdade. Na mesa estarão temas como energia, recursos naturais, clima, comércio e imigração, acabando por ficar relegadas para segundo plano a situação no Darfur e a violação dos direitos humanos. As organizações de direitos humanos insurgem-se contra tal atitude, exigindo mais acção, sobretudo da parte europeia.

Devido à presença de Mugabe, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, boicota a cimeira. Outros líderes tentam roubar o protagonismo e fixar o tom do encontro. O presidente líbio, Muammar Kadhafi, anunciou já que vai pedir indemnizações pelo período colonial.