Última hora

Última hora

EUA: Campanha anti-terrorista manchada por novo escândalo

Em leitura:

EUA: Campanha anti-terrorista manchada por novo escândalo

Tamanho do texto Aa Aa

A Amnistia internacional condenou a destruição de gravações de interrogatórios a prisioneiros de Guantanamo efectuada pela CIA. Um dos vídeos incluía o interrogatório de Abu Zubaydah, que terá sido submetido a formas extremas de tortura, como a simulação de afogamento.

A porta-voz da Casa Branca afirmou que o presidente George W. Bush só tomou conhecimento do caso na quarta-feira, após uma reunião com o director da CIA. O director dos serviços secretos norte-americanos, reconheceu, quinta-feira, terem sido destruídos vários vídeos sensíveis. Michael Hayden alegou que a destruição do material teve como objectivo proteger os agentes da CIA que realizaram os interrogatórios, já que a imprensa iria publicar artigos sobre essa questão.

Esta justificação foi classificada como “patética” pelo senador Carl Levin. Para o representante democrata, se a explicação da CIA fosse válida teriam de ser destruídos milhões de documentos dos serviços secretos que têm as identificações dos agentes.

A Amnistia Internacional reclama a abertura de um inquérito, considerando que a destruição dos vídeos constitui obstrução à justiça. A organização acusa os Estados Unidos de tentarem evitar a todo o custo prestar contas por violações dos direitos humanos levadas a cabo no quadro da luta anti-terrorista.