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Trabalhos da Cimeira UE-África começam com atraso

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Trabalhos da Cimeira UE-África começam com atraso

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Foi com uma hora de atraso que se iniciaram os trabalhos da II Cimeira UE-África, que decorre este fim-de-semana em Lisboa e que conta com a presença de perto de 70 chefes de Estado e de governo da União Africana e da União Europeia.

Mesmo antes de ter começado, esta cimeira ficou marcada pela polémica relacionada com a presença do presidente do Zimbabué, Robert Mugabe. Uma presença que está na origem do boicote do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown.

No discurso de abertura José Sócrates tentou aliviar as tensões existentes. “Se ideia desta cimeira começou por enfrentar temores e cepticismos, a verdade é que acabou por gerar uma dinâmica de reencontro entre os nossos dois continentes.”
Mas a presença de Robert Mugabe não é a causa da existência de um certo mal-estar. O presidente líbio, Muammar Khadafi, já anunciou que vai pedir indemnizações pelo período colonial.

John Kufuor, chefe de Estado ganês e presidente em exercício da União Africana, fez questão de sublinhar “que durante cerca de 500 anos as relações entre os dois continentes não foram felizes e é para corrigir essa injustiça e desumanidade históricas que a nova relação entre África e a União Europeia é necessária.”

Sete anos depois do primeiro encontro, europeus e africanos vão abordar temas como a energia, os recursos naturais, o clima, o comércio e a imigração. A situação no Darfur que tanta mobilização e repulsa tem provocado no seio da comunidade internacional ficou de fora da agenda da cimeira. Outro dos temas excluídos é o da violação dos direitos humanos. As organizações de defesa dos direitos do Homem, sobretudo europeias, insurgiram-se contra tal atitude.