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Críticas e acusações de fraude ensombram vitória do partido de Bakiev nas legislativas quirguizes

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Críticas e acusações de fraude ensombram vitória do partido de Bakiev nas legislativas quirguizes

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Duras críticas da oposição e da OSCE à vitória do partido de Kurmanbek Bakiev, presidente do Quirguistão, nas legislativas.

O partido Ak-jol será o único a ocupar os noventa lugares do parlamento. Contados 80% dos votos, a formação obteve 48 por cento. Os outros nove partidos não conseguiram obter os resultados mínimos ou cumprir todas as exigências legais para entrar no hemiciclo.

Após dois anos de instabilidade política, a população espera antes de mais uma melhoria das condições de vida, como explicam vários eleitores entrevistados na capital Bishkek. Um deles dizia estar contente com a vitória do partido presidencial e explicava que agora as coisas vão melhorar.

A oposição pensa o contrário e denuncia a existência de fraude. Os observadores da OSCE dizem que as legislativas não foram democráticas.

Felix Kulov, antigo primeiro-ministro e líder do partido Ar-Namys, explica que não irão reagir, ao contrário do que ameaçam fazer outros partidos, mas a população vai constatar depressa a degradação das condições. Garante que, segundo os documento recolhidos pelos seus observadores, o partido estaria no terceiro lugar e não no quinto. Por isso, fala de uma verdadeira farsa.

O Quirguistão acolhe a última base americana na Ásia Central e Washington, Pequim e Moscovo lutam pela influência no país. O silêncio é a arma.

Estas foram as primeiras legislativas desde a “revolução das Tulipas”, em 2005, que levou Bakiev ao poder. Mas a oposição acusa-o de não cumprir as promessas sobre o reforço da democracia e da estabilidade.